Parece que não nos cansamos com a erupção de escândalos.
Inclusive, naquele que seria o maior orgulho nacional: seu futebol. Após a
campanha pífia e a derrota acachapante para a Alemanha na Copa de 2014,
continuam as revelações vergonhosas. A questão da Copa é um símbolo: perder,
tudo bem. Perder um campeonato em casa, já é um pouco mais complicado de se
aceitar. Perder em casa, de goleada, já é quase impossível de digerir. E ainda
perder a disputa do terceiro lugar...
Mas, se os jogadores não saíram nem um pouco chamuscado por
todo esse conjunto de tragédias, parece que também não houve um abalo sísmico
na relação dos brasileiros e seus times de futebol. Que importam os estádios
milionários e bilionários? Que importa quem paga a conta?
Agora, vem o escândalo envolvendo altos dirigentes da FIFA –
e, quem sabe, da CBF? Isso vai fazer o brasileiro perceber que nem seu “santo”
futebol é digno de confiança? Vai levá-los a entender que seu sofrimento nas
horas avançadas das noites de quartas-feiras, nos estádios, nas conduções que
os levam de volta a suas casas... Que tudo isso não significa nada para muitos
daqueles que estão entre as quatro linhas do gramado e, muito menos que nada
para os cartolas? Escolas? Hospitais? Postos de saúde? Não!! Estádios! Que mais
precisa ocorrer para o gigante acordar?
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